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Atualizado: 10 horas 52 minutos atrás

Ufes mantém 14 cientistas na lista dos mais influentes do mundo. Levantamento é da Universidade de Stanford

sex, 09/10/2026 - 15:45
Ufes mantém 14 cientistas na lista dos mais influentes do mundo. Levantamento é da Universidade de Stanford thereza.marinho Sex, 09/10/2026 - 15:45 Compartilhe

A nova lista das e dos cientistas mais influentes do mundo, segundo levantamento realizado pela Universidade de Stanford, dos Estados Unidos, traz 14 pesquisadores da Ufes. Treze estão incluídos no grupo relativo a número de citações em trabalhos durante o ano anterior (2025) e sete, no grupo de impacto da pesquisadora ou pesquisador ao longo de toda a sua carreira, sendo que seis deles estão em ambas as categorias. 

O ranking, considerado um dos principais em nível internacional sobre o impacto da produção do conhecimento científico, é feito a partir da base de dados Scopus, da Editora Multinacional Elsevier.

O grupo de citações em 2025 traz um professor e uma professora da Ufes que não apareciam na listagem anterior, relativa a 2024. Trata-se do professor André Renato Amaral, do Departamento de Matemática Aplicada do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), campus de São Mateus; e da professora Luciane Salaroli (única mulher da lista), do Departamento de Nutrição e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Saúde, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), campus de Maruípe, Vitória. 

Já a listagem que considera o impacto ao longo da carreira inclui, neste ano, o professor Celso Azevedo, do Departamento de Ciências Biológicas, do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN), campus de Goiabeiras, Vitória. Ele já integrava a lista dos mais citados em 2024. 

Confira quem são a e os cientistas da Ufes na lista dos mais influentes do mundo.

Citações em 2025 

  1. André Renato Sales Amaral (Matemática Aplicada)

  2. Anselmo Frizera (Engenharia Elétrica)

  3. António Varandas (Física/professor visitante)

  4. Arnaldo Leal Júnior (Engenharia Mecânica)

  5. Celso Azevedo (Ciências Biológicas)

  6. José Geraldo Mill (Ciências Fisiológicas)

  7. Júlio Fabris (Física)*

  8. Luciane Salaroli (Nutrição)

  9. Luís Carlos Lopes Júnior (Enfermagem)

  10. Luiz Carlos de Abreu (Educação Integrada em Saúde)* 

  11. Renato Krohling (Engenharia de Produção) 

  12. Wanderson Romão (Programa de Pós-Graduação em Química)

  13. Winfried Zimdahl (Física/professor visitante)

* Os professores da Ufes Luiz Carlos de Abreu e Júlio Fabris também estão vinculados às instituições University of Limerick - School of Medicine (Irlanda) e National Research Nuclear University MEPhI (Rússia), respectivamente, devido a pesquisas internacionalizadas. 

Impacto ao longo da carreira

  1. António Varandas (Física/professor visitante)

  2. Arnaldo Leal Júnior (Engenharia Mecânica)

  3. Celso Azevedo (Ciências Biológicas)

  4. Luiz Carlos de Abreu (Educação Integrada em Saúde)

  5. Marcos Benedito de Freitas (Química)

  6. Renato Krohling (Engenharia de Produção)

  7. Winfried Zimdahl (Física/professor visitante)


Foto: Magnific

Categorias relacionadas Pesquisa

Estudo mostra como a imagem de Nossa Senhora Aparecida se transformou ao longo de três séculos 

sex, 09/10/2026 - 15:02
Estudo mostra como a imagem de Nossa Senhora Aparecida se transformou ao longo de três séculos  thereza.marinho Sex, 09/10/2026 - 15:02 Compartilhe

Pequena o suficiente para caber nas mãos, uma escultura de terracota encontrada no Rio Paraíba do Sul no início do século XVIII atravessou mais de 300 anos de história. Nesse percurso, mudou de aparência, passou por restaurações e recebeu diferentes significados. Às vésperas de 12 de outubro, quando é celebrado o Dia de Nossa Senhora Aparecida, uma pesquisa da professora do Departamento de Artes Visuais Isabela Frade ajuda a conhecer a trajetória da imagem da padroeira do Brasil e suas relações com arte, memória, religiosidade popular e pertencimento. 

No artigo Política e religiosidade popular na cerâmica do Vale do Paraíba, SP: agência performativa da imagem Aparecida, Frade acompanha as transformações da escultura de barro, de 37 centímetros de altura, desde o período colonial. Segundo o relato difundido pela tradição popular, a imagem foi encontrada por três pescadores no Rio Paraíba do Sul, em 1717: primeiro, a rede trouxe o corpo sem a cabeça e, em um novo lançamento, a parte que faltava. A peça foi reconhecida como uma representação de Nossa Senhora da Imaculada Conceição.

A pesquisa aborda também as características artísticas da peça, uma obra anônima do século XVII que, segundo Frade, provavelmente foi produzida por Frei Agostinho de Jesus ou por seus discípulos. A delicadeza do rosto, as mãos em prece, a tiara de rosas e o movimento das vestes são elementos que a aproximam da produção atribuída à escola do religioso.

Frade relata que, nos três séculos seguintes, a peça passou por deteriorações, intervenções e restaurações, entre elas a realizada em 1978, quando a imagem foi derrubada de seu nicho na Basílica e se partiu em numerosos fragmentos. Na restauração, alguns de seus traços foram modificados: os cabelos, por exemplo, foram alongados para ajudar na fixação da cabeça ao corpo.

Imagem Nicho onde a imagem fica em exposição, no Santuário Nacional de Aparecida

Segundo Frade, a presença de Aparecida no imaginário brasileiro ao longo de mais de três séculos está relacionada à sobreposição de dimensões artística, histórica e religiosa. A pesquisadora considera ainda que a relação entre a peça e quem a observa permite que novos sentidos sejam atribuídos à imagem em diferentes épocas e contextos sociais.

A cor de Aparecida

A própria cor pela qual Aparecida é reconhecida atualmente faz parte dessa história de transformações. Registros analisados por Frade indicam que a escultura foi feita em argila clara e originalmente possuía pintura. A tonalidade escura teria surgido posteriormente, com a perda dessa policromia e as condições às quais a peça esteve exposta ao longo do tempo.

Frade observa que registros anteriores não apresentavam Aparecida de forma inequívoca como negra. A imagem era descrita como morena ou parda escura, em tonalidades que a pesquisadora relaciona aos múltiplos tons do colorismo brasileiro. Atualmente, porém, segundo a professora, a santa é predominantemente identificada como negra, representação presente também em suas inúmeras réplicas.

Ao analisar Aparecida como objeto artístico, histórico e cultural, Frade destaca ainda sua função no período colonial. Segundo a professora, imagens religiosas como essa integravam uma pedagogia visual destinada a comunicar narrativas a populações que, em grande parte, não tinham acesso à escrita. Nesse contexto, funcionavam como mediadoras na transmissão da religião católica.

Imagem Santuário Nacional de Aparecida

O estudo acompanha ainda a mudança de escala em torno da escultura. Mantida inicialmente em um oratório na casa de um dos pescadores, a imagem passou a atrair vizinhos e peregrinos, até que uma capela foi construída à beira da estrada. Hoje, ocupa um nicho no Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo.

O artigo de Frade foi publicado no livro Tramas do corpo: ressonâncias e resistências performativas, terceiro volume da coleção Trans_bordar horizontes, do Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGArtes/UERJ).


Fotos: Arquivo pessoal da pesquisadora e divulgação (Santuário)

Categorias relacionadas Pesquisa

Prorrogado até 13 de outubro o prazo de inscrição para exames de proficiência em espanhol, francês, inglês e italiano

sex, 09/10/2026 - 15:00
Prorrogado até 13 de outubro o prazo de inscrição para exames de proficiência em espanhol, francês, inglês e italiano thereza.marinho Sex, 09/10/2026 - 15:00 Compartilhe

O Núcleo de Línguas da Ufes prorrogou, até 13 de outubro, o prazo de inscrição para a realização dos exames de proficiência em compreensão de leitura nos idiomas espanhol, francês, inglês e italiano. Essa é a última oportunidade, neste ano, para quem se candidatou aos processos seletivos dos programas de pós-graduação da Universidade realizarem a prova. Pessoas interessadas na avaliação de inglês poderão optar entre o exame presencial ou on-line. Em todos os casos, as inscrições serão recebidas pelo Portal do Candidato. Será cobrado o valor de R$ 275.

As avaliações presenciais serão realizadas no dia 22 de outubro, no prédio do Núcleo de Línguas. A de língua inglesa ocorrerá das 9h30 às 11h30, e as dos demais idiomas, das 14 às 16 horas, conforme as orientações e os procedimentos descritos no edital.

Já o exame on-line de inglês será aplicado nos dias 26 e 27 de outubro, por meio do International Test of English Proficiency (iTEP). As pessoas participantes poderão realizar a prova até as 23h59, em local de sua escolha, desde que observados os requisitos técnicos e as orientações estabelecidas no edital. A avaliação foi desenvolvida especificamente para atender às demandas dos programas de pós-graduação da Ufes quanto à comprovação de proficiência em leitura acadêmica em língua inglesa.

Os resultados das provas presenciais e on-line serão divulgados no dia 27 de novembro.

Mais informações podem ser obtidas nos editais dos exames, disponíveis no endereço nucleodelinguas.ufes.br. Dúvidas podem ser tiradas pelo e-mail proficiencia@clinguas.org.br e, das 8 às 18 horas, pelos telefones (27) 4009-2880, (27) 4009-2875 e Whatsapp (27) 99806-2291.

Categorias relacionadas Ensino

Professores da Ufes e de outras universidades expõem trabalhos artísticos na Galeria de Arte e Pesquisa

sex, 09/10/2026 - 14:44
Professores da Ufes e de outras universidades expõem trabalhos artísticos na Galeria de Arte e Pesquisa thereza.marinho Sex, 09/10/2026 - 14:44 Compartilhe

A Galeria de Arte e Pesquisa (GAP) da Ufes abriu a exposição coletiva Vira Lattes, pesquisa e confia? nesta quinta-feira, 8. A mostra reúne obras de arte de 35 professores-artistas, entre docentes da Universidade e convidados de outras instituições, e apresenta um panorama artístico focado em manifestações de caráter contemporâneo nas artes visuais. A entrada é gratuita.

Com curadoria dos professores Lincoln Guimarães, Ricardo Maurício e Yiftah Peled, do Departamento de Artes Visuais, a exposição apresenta trabalhos de fotografia, pintura, arte sonora, instalação, gravura, desenho, cerâmica, projeção e colagem. Entre as instituições convidadas estão as universidades de São Paulo (USP), Estadual de Santa Catarina (UDESC) e as federais de Mato Grosso do Sul (UFMS), Fluminense (UFF), do Rio de Janeiro (UFRJ), de Brasília (UNB) e Queen’s (Canadá).

“Temos uma grande variedade de poéticas, o que mostra a multiplicidade de direções que podem ser exploradas. As obras se relacionam e dialogam entre si”, explica o professor Yiftah Peled. Os trabalhos dos professores, além de artísticos, carregam o caráter de ensino: “Alguns projetos de arte têm também atravessamentos pedagógicos”.

Reunidas sob o tema “pesquisa e confia?”, as produções se apropriam do lema da bandeira do Espírito Santo para refletir sobre princípios de validação acadêmica. “É um título irônico, que contribui para questionar a quantificação da produção poética em números”, diz o professor.

A exposição Vira Lattes, pesquisa e confia? permanece em cartaz na GAP até o dia 5 de novembro, de terça a sexta-feira, das 9 às 17 horas. A galeria recebe agendamentos para visitas mediadas pelo e-mail gap@ufes.br.

Categorias relacionadas Cultura

Palestra discute pontos centrais defendidos pelo movimento da ciência aberta e reprodutível

qui, 08/10/2026 - 18:48
Palestra discute pontos centrais defendidos pelo movimento da ciência aberta e reprodutível thereza.marinho Qui, 08/10/2026 - 18:48 Compartilhe

Uma ciência colaborativa e com acesso livre, que pense nos diferentes segmentos da sociedade envolvidos no processo de produção científica e que tenha responsabilidade social e cuidado no uso de recursos. Esses são os pontos centrais defendidos pelo movimento da ciência aberta e reprodutível, e debatidos nesta quinta-feira, 8, na palestra Por que falar sobre ciência aberta e reprodutível? Uma perspectiva pessoal e profissional, com a pesquisadora Eduarda Centeno, diretora executiva da Rede Brasileira de Reprodutibilidade (RBR). O evento integra a programação da Semana do Conhecimento e foi realizado na Biblioteca Central da Ufes, no campus de Goiabeiras. 

A palestra contou com a presença do reitor da Ufes, Eustáquio de Castro; do pró-reitor da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG/Ufes), Valdemar Lacerda Júnior; do diretor de Pesquisa da PRPPG/Ufes, Sérgio Lins; e da coordenadora da Semana do Conhecimento, Ana Beatriz Fonseca. O reitor destacou a importância do debate sobre ciência aberta, que permite ampliar o acesso a dados de pesquisas e a otimização de recursos.

Na Ufes, uma comissão trabalha desde 2025 na construção de uma agenda para a implementação de práticas de ciência aberta. “Temos um normativo que está em análise interna na PRPPG para finalização e apresentação às instâncias internas da Universidade”, informou Lins.

Segundo ele, a Universidade já deu importantes passos para garantir o acesso a pesquisas. Um dos exemplos é o sistema repositório da Ufes, onde estão disponibilizadas as produções da Universidade. Lins informou que, atualmente, “75% dos artigos, tese e dissertações da Ufes estão em acesso aberto, segundo dados levantados pelo professor Fabiano Couto, da Biblioteconomia, analisando as bases de dados abertos e de publicações”.

Outra frente de atuação da Ufes são as ações educativas para criar a cultura interna da ciência aberta. “A palestra de hoje é uma dessas ações. E no final do mês, nos dias 22 e 23 de outubro, teremos o primeiro fórum de ciência aberta na Ufes, na Semana Mundial da Ciência Aberta”, informou o diretor de Pesquisa da Universidade.

Valores da ciência aberta

Imagem O reitor da Ufes, Eustáquio de Castro, reforçou que o movimento pela ciência aberta permite ampliar o acesso a dados de pesquisas e a otimização de recursos

“Consciência, talvez, seja a palavra-chave”, afirmou a representante da RBR ao resumir os valores do movimento pela ciência aberta e reprodutível, como “acessibilidade, transparência, reprodutibilidade, inclusividade, colaboração e responsabilidade”. Segundo ela, as práticas da ciência aberta objetivam que “o ciclo de pesquisa se torne mais transparente e que tenhamos maior possibilidade de verificar o que foi feito no processo de fazer científico”.

Essas práticas envolvem todas as etapas do processo, desde o planejamento da pesquisa e a construção de um plano de gestão de dados, passando pela execução do projeto – como são feitas as anotações da pesquisa e dos dados coletados, descrição das reais condições em que a pesquisa aconteceu –, até a publicação dos dados – publicação de forma integral, com disponibilidade de dados e códigos, informando como aquilo foi analisado e garantindo o acesso aberto para que aquele artigo esteja disponível a qualquer pessoa. “Assim se fecha um ciclo em que a transparência e a acessibilidade são o foco”, explicou a palestrante.

Outro ponto destacado por ela é a revisão de artigos por pares, com “pareceres abertos para que aquela conversa seja da comunidade e não fique fechada a sete chaves”. Centeno também diz ser necessário envolver os diversos atores, que muitas vezes são invisibilizados, como comunidades específicas de conhecimento tradicional. Na sua avaliação, essas “são formas de contribuir para a ciência aberta, para que o conhecimento seja mais verificável, transparente e acessível para todo mundo”.

O conceito de reprodutibilidade, um dos pilares da RBR, trata da possibilidade de uma pesquisa, feita em condições semelhantes à outra já concluída, chegue a resultados parecidos ou iguais, desde que seja garantido ao pesquisador o acesso a dados processados, metodologias e outros detalhes. A ideia central é que um resultado científico não deve depender apenas da autoridade ou da reputação de quem publicou o estudo. Outros pesquisadores precisam ter condições de verificar como aquele resultado foi obtido.

Por isso, a reprodutibilidade está diretamente relacionada a valores como transparência, rigor metodológico e confiabilidade científica.

Sérgio Lins, Ana Beatriz Fonseca, Eustáquio de Castro e Valdemar Lacerda Júnior presenteiam Eduarda Centeno com café produzido pelo Laboratório de Pesquisa em Química do Café da Ufes 

“Esse não é um conceito uniforme para todas as áreas do conhecimento, porque há áreas em que isso é mais fácil de se fazer do que outras; há diferenças se uma pesquisa é qualitativa ou quantitativa, por exemplo. Mas a ideia é que a gente consiga ter um mínimo de comparação entre estudos e condições, consiga verificar se aquele achado realmente se encontra também em outro laboratório ou com outra pessoa fazendo aquele estudo, porque é um achado robusto. A reprodutividade se propõe basicamente a isso”, afirmou Centeno.

O que é a RBN?

A Rede Brasileira de Reprodutibilidade (RBR) é uma iniciativa multidisciplinar para promoção de práticas de pesquisa transparentes e confiáveis na comunidade científica brasileira. Reúne grupos, instituições, sociedades científicas, periódicos e indivíduos de todo o Brasil que se dedicam a avaliar e aprimorar práticas em diferentes áreas da ciência e fomentar o debate sobre reprodutibilidade em pesquisa. 

A RBN integra uma rede internacional estruturada em diferentes países, visando trocar experiências e contribuir para uma ciência mais transparente e confiável em todo o mundo.

Fotos: Ana Oggioni

Categorias relacionadas Pesquisa

Inscrições abertas até 25 de outubro para estudantes indígenas e quilombolas se candidatarem ao Programa Bolsa Permanência

qui, 08/10/2026 - 18:00
Inscrições abertas até 25 de outubro para estudantes indígenas e quilombolas se candidatarem ao Programa Bolsa Permanência thereza.marinho Qui, 08/10/2026 - 18:00 Compartilhe

A Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidade (Saad) da Ufes abriu inscrições para formação de cadastro de fluxo contínuo de estudantes indígenas e quilombolas matriculados nos cursos de graduação presenciais da Universidade. O cadastro visa preencher vagas do Programa Bolsa Permanência.

As inscrições devem ser realizadas até o dia 25 de outubro, exclusivamente no site do Sistema de Gestão da Bolsa Permanência (SISBP). No ato da inscrição, é necessário preencher todos os dados e anexar todos os documentos solicitados e descritos no Edital 2/2026 - SAAD/Ufes. Estudantes com cadastro e documentação completa serão classificados para compor a lista de cadastro, de acordo com os critérios estabelecidos e a disponibilidade de bolsas.

Podem se inscrever no PBP estudantes indígenas ou quilombolas com matrícula regular em curso de graduação presencial na Ufes que comprovem ser indígena ou quilombola (veja no edital os documentos exigidos); que não tenham ultrapassado dois semestres do tempo regulamentar do curso de graduação; que estejam matriculados em, no mínimo, 240 horas no período vigente (salvo casos específicos devidamente justificados); que não recebam bolsa vinculada ao curso de Pedagogia Intercultural Indígena; e que não tenham concluído curso superior.

Estudantes beneficiados receberão Bolsa Permanência no valor de R$ 1.400, conforme homologação e monitoramento realizados pela Saad/Ufes.

Plantão tira-dúvidas

A Saad realizará plantões, presenciais e on-line, para tirar as possíveis dúvidas sobre os documentos e critérios para participação no Programa Bolsa Permanência. Confira os dias e horários:

- 15/10/2026
Das 14h às 17h, presencialmente, na Saad (térreo do prédio da Reitoria - campus de Goiabeiras)

- 16/10/2026
Das 14h às 17h, on-line, por meio deste link

- 21/10/2026
Das 14h às 17h, presencialmente, na Saad (térreo do prédio da Reitoria - campus de Goiabeiras)

- 22/10/2026
Das 14h às 17h, on-line, por meio deste link

Todas as informações sobre o cadastro estão disponíveis no edital publicado na página da Saad.
 

Categorias relacionadas Assistência estudantil

Outubro Rosa: estudo da Ufes investiga ação de microplásticos em células mamárias

qui, 08/10/2026 - 17:27
Outubro Rosa: estudo da Ufes investiga ação de microplásticos em células mamárias thereza.marinho Qui, 08/10/2026 - 17:27 Compartilhe

Todos os anos, o Outubro Rosa coloca a saúde da mama em evidência e reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer. Na Ufes, uma pesquisa desenvolvida no Programa de Extensão e Pesquisa em Genética e Biotecnologia (PEPeG) amplia esse olhar ao investigar como microplásticos e nanoplásticos (contaminantes presentes no ambiente) podem interferir nas células mamárias.

Essas partículas, que podem chegar ao organismo pela ingestão, inalação e contato com produtos e materiais, já foram identificadas em amostras humanas, inclusive no tecido mamário e no leite materno. A presença delas no corpo levou pesquisadores a uma nova questão: entender como as células reagem quando são expostas a esses materiais.

É o que investiga o grupo coordenado pela professora do Departamento de Ciências Biológicas Eldamária Wolfgramm. No laboratório, os pesquisadores expõem diferentes tipos de células mamárias a micro e nanoplásticos e acompanham as respostas provocadas por esse contato. Segundo Wolfgramm, essas partículas não podem ser identificadas no tecido mamário pela mamografia e sua detecção exige métodos laboratoriais específicos, como a microespectroscopia Raman, que permite visualizar as partículas e identificar sua composição.

O interesse pelos possíveis efeitos dos microplásticos sobre a saúde da mama também está relacionado à composição desses materiais. Wolfgramm explica que alguns aditivos presentes nos plásticos podem atuar como desreguladores endócrinos, interferindo no funcionamento dos hormônios. De acordo com a professora, essa relação merece ser investigada porque o câncer de mama é uma doença multifatorial, influenciada por fatores hormonais, genéticos, comportamentais e ambientais.

Para entender essas possíveis interferências, os experimentos comparam células mamárias não tumorais e células de câncer de mama para verificar se elas respondem de maneira diferente à exposição. O grupo analisa fatores como sobrevivência e multiplicação celular, estresse oxidativo, inflamação e possíveis alterações no material genético.

Resultados

Imagem Os resultados mostraram que os efeitos dos microplásticos variam conforme o tipo de célula, o tamanho das partículas e a concentração utilizada

Entre os trabalhos desenvolvidos nessa linha, está a dissertação de Gabriela Pinheiro, intitulada Avaliação da citotoxicidade de microplásticos em linhagens celulares mamárias e do potencial do resveratrol na mitigação de danos, defendida em março deste ano no Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Ufes. O estudo avaliou microplásticos de diferentes tamanhos em células mamárias tumorais e não tumorais, analisando a viabilidade, a proliferação e a apoptose (processo de morte celular programada).

Os resultados mostraram que os efeitos dos microplásticos variaram conforme o tipo de célula, o tamanho das partículas e a concentração utilizada. Nas células não tumorais, houve aumento da atividade metabólica e da proliferação e redução dos marcadores de apoptose. Nas duas linhagens tumorais, as respostas foram diferentes entre si. Em conjunto, os resultados indicaram que, nas condições avaliadas em laboratório, os microplásticos interferiram no equilíbrio entre metabolismo, proliferação e morte celular.

Limites

Wolfgramm ressalta que esses resultados não permitem concluir que os microplásticos causem câncer de mama. Segundo a professora, as evidências disponíveis ainda são predominantemente experimentais, obtidas em estudos com células e modelos animais, que não reproduzem todas as condições da exposição humana.

Em uma revisão publicada na revista científica Food and Chemical Toxicology, o grupo também reuniu estudos sobre possíveis efeitos de micro e nanoplásticos na biologia da mama, incluindo mecanismos como estresse oxidativo, alterações mitocondriais, inflamação e instabilidade genômica.

Para Wolfgramm, ampliar o conhecimento sobre os fatores ambientais associados à saúde da mama pode, no futuro, contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias de prevenção. A pesquisadora considera que, à medida que a ciência avance na compreensão dessas exposições, esse conhecimento também poderá subsidiar políticas públicas voltadas à redução de riscos ambientais.


Fotos: PEPeG/Ufes

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Ufes manifesta solidariedade à Universidade Federal de Pernambuco diante de incêndio ocorrido em laboratórios

qui, 08/10/2026 - 11:02
Ufes manifesta solidariedade à Universidade Federal de Pernambuco diante de incêndio ocorrido em laboratórios thereza.marinho Qui, 08/10/2026 - 11:02 Compartilhe

Em nome de toda a comunidade acadêmica, a Ufes manifesta sua solidariedade à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) diante do incêndio ocorrido na noite desta quarta-feira, 7, no campus Recife, atingindo um prédio que abriga diversos laboratórios.

Como universidade pública, a Ufes reconhece a importância dos espaços e das atividades realizadas nesses laboratórios para o desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão.

Desejamos força a toda a comunidade universitária da UFPE e esperamos que a instituição possa superar este momento e retomar, o mais breve possível, suas atividades.

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Semana do Conhecimento: Estudantes visitam cursos de Tecnologia e participam de atividades de formação e lazer

qua, 07/10/2026 - 18:51
Semana do Conhecimento: Estudantes visitam cursos de Tecnologia e participam de atividades de formação e lazer thereza.marinho Qua, 07/10/2026 - 18:51 Compartilhe

O segundo dia da Semana do Conhecimento em Vitória atraiu estudantes de várias regiões do Espírito Santo para os campi de Goiabeiras e Maruípe, nesta quarta-feira, 7. Segundo a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), mais de 12 mil visitantes cadastrados conheceram os cursos e projetos de extensão de Goiabeiras, enquanto Maruípe registrou 2.085 estudantes de escolas de diversos municípios capixabas. No evento, o público visitou as instalações da Ufes, os programas e projetos desenvolvidos nos centros de ensino, e participou de atividades formativas e culturais.

As amigas Gabrielly Iglesias e Assucena Santos, estudantes da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Adolfina Zamprogno, de Vila Velha, foram recebidas pelo cão-robô do Centro Tecnológico (CT), que guiou os alunos pelos estandes do CT de Portas Abertas, uma das atividades da Mostra de Profissões. Gabrielly, que conhecia a Ufes de Goiabeiras apenas até o Teatro Universitário, ficou impressionada com a extensão do campus. “Como é grande e como as pessoas são educadas”, disse ela, que imagina ser preciso “muita inteligência” para ingressar numa das graduações das Engenharias.

Assucena, que pretende disputar uma vaga no curso de Medicina, gostou do Projeto Girls, iniciativa da Engenharia de Produção para fortalecer a presença das mulheres na área da Tecnologia. “Elas falaram que, às vezes, as meninas são deixadas de lado e têm que lutar pelo espaço delas”, disse.

Estudante da EEEFM Presidente Getúlio Vargas, de Cachoeiro de Itapemirim, Renan Lage está decidindo entre Ciência da Computação e alguma das Engenharias. “Gosto de jogos, de ficar no computador”, disse ele, ansioso para mostrar os modelos em 3D em que está trabalhando: “Quero que as pessoas usem as coisas que eu faço para melhorar a vida delas”.

Atividade do Projeto Girls

Professora de Educação Especial na EEEFM Alice Holzmeister, de Santa Leopoldina, Jaqueline Miranda levou alguns de seus alunos para conhecer os estandes do CT. “A área de Tecnologia está em alta agora. Somos do interior e não temos tanto incentivo para outros campos além de Agronomia e Administração. Aqui eles podem ter noção do mercado de trabalho que essa área têm para oferecer”, disse.

Formação e lazer

Além da Mostra de Profissões e da programação cultural da Jornada Integrada de Extensão e Cultura, a Semana do Conhecimento também promoveu uma atividade que uniu entretenimento e formação: a Olimpíada Capixaba de Foguetes de Precisão, organizada pelo Centro de Ciências Exatas (CCE), reunindo centenas de estudantes ao longo do dia, que competiram com seus protótipos.

Graduando de Engenharia de Pesca no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), o monitor João Victor Brito acompanhava alunos do Programa Mais Ciência na Escola, que vieram do campus de Piúma para a competição. “É uma oportunidade de mostrar como funciona a ciência aplicada. A gente calcula a velocidade do foguete, a pressão que vai nele e todos os cálculos necessários para mostrar como é na prática”, afirmou.

Estudante do Ifes de Piúma, Maysa Viana trabalhava no seu protótipo. Embora “ame a área de exatas”, ela pensa em cursar Psicologia na Ufes. “Essas visitas fazem a gente ter vontade de entrar”, disse ela.

Programação

A Semana do Conhecimento segue no campus de Goiabeiras até esta sexta-feira, 9, com oficinas e minicursos na Jornada Integrada de Extensão e Cultura e Shows de Física e Química, no CCE. Nesta quinta-feira, 8, a Ufes promove a palestra Por que falar sobre ciência aberta e reprodutível? Uma perspectiva pessoal e profissional, que será ministrada pela pesquisadora Eduarda Centeno, diretora da Rede Brasileira de Reprodutibilidade.

A programação completa da Semana do Conhecimento está disponível no site do evento.

Fotos: Ana Oggioni

Categorias relacionadas Extensão

Ufes e Secretaria de Educação se reúnem para propor novas formas de ingresso nos cursos de graduação da Universidade

qua, 07/10/2026 - 18:18
Ufes e Secretaria de Educação se reúnem para propor novas formas de ingresso nos cursos de graduação da Universidade thereza.marinho Qua, 07/10/2026 - 18:18 Compartilhe

A Ufes e a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) se reuniram na tarde desta quarta-feira, 7, para discutir novas formas de ingresso nos cursos de graduação da Universidade. No encontro, as instituições manifestaram interesse em estabelecer parcerias para ampliar as possibilidades de acesso dos estudantes ao ensino superior na Universidade. Para dar seguimento à proposta, será elaborado um protocolo de intenções e instituído um grupo de trabalho para se debruçar sobre o tema, estabelecendo objeto, plano de trabalho e cronograma de atividades.

O encontro aconteceu no Gabinete da Reitoria e contou com as presenças do reitor Eustáquio de Castro; da secretária de Estado da Educação, Andréa Guzzo Pereira; do chefe de Gabinete, Gustavo Cardoso; da diretora de Relações Interinstitucionais, Ana Beatriz Fonseca; da pró-reitora de Graduação, Regina Godinho; do diretor do Centro de Ciências Exatas (CCE), Etereldes Gonçalves; e de membros da equipe da Sedu.

O reitor Eustáquio de Castro definiu a parceria como um avanço para a Universidade. “Falar de formas de ingresso é sempre complicado, porque temos muitas ideias, mas é difícil consolidar. Mas dessa reunião já estamos partindo para propostas concretas”, disse. Uma das propostas discutidas foi a avaliação seriada dos alunos, que permitiria um acompanhamento mais amplo da sua vida escolar, segundo a secretária de Estado da Educação. “A proposta é que tenhamos avaliações desde o nono ano do ensino fundamental, e não só no final do ensino médio, como é o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)”, disse Andréa Pereira.

Segundo a secretária, as avaliações anuais contribuiriam para reduzir a evasão escolar nas escolas da rede estadual. “A gente sabe que, às vezes, o estudante da escola pública vê o ingresso na universidade como algo muito distante e acaba abandonando a escola por falta de interesse. A avaliação seriada traz uma nova perspectiva para os estudos, porque essa falta de interesse pode ser falta de propósito. Assim, desde o nono ano, ele já teria um objetivo para os seus estudos”, afirmou.

Para o coordenador do Grupo de Trabalho e diretor do CCE, Etereldes Gonçalves, novas formas de ingresso na Ufes ajudariam a ocupar, inclusive, vagas ociosas oriundas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Além da avaliação anual, o professor pensa em propor medidas alternativas. “Estamos pensando em vagas olímpicas, de olimpíadas científicas, principalmente para as vagas ociosas. Outra forma seria a vaga de atleta. Ter atletas formados na Ufes aumentaria muito a projeção positiva da Universidade”, avaliou.

Foto: Leandro Reis

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Vai até 14 de outubro o prazo para a comunidade acadêmica avaliar o Programa de Gestão e Desempenho da Ufes

qua, 07/10/2026 - 17:44
Vai até 14 de outubro o prazo para a comunidade acadêmica avaliar o Programa de Gestão e Desempenho da Ufes thereza.marinho Qua, 07/10/2026 - 17:44 Compartilhe

Está aberto até o dia 14 de outubro o prazo para que a comunidade acadêmica da Ufes avalie o Programa de Gestão e Desempenho (PGD) adotado pela Universidade. Além da avaliação do PGD, a pesquisa também busca avaliar a percepção dos diferentes públicos da Ufes sobre a qualidade dos serviços prestados, o atendimento ao público e a organização do trabalho.

A avaliação é referente ao período compreendido de abril de 2025 a setembro de 2026, e pode ser feita por meio do formulário disponível neste link.

A partir desta avaliação, a Comissão Central do Programa de Gestão e Desempenho (CCPGD) da Ufes vai elaborar um relatório anual que servirá de base para futuras ações estratégicas de gestão que visem à melhoria do PGD. As respostas serão utilizadas para fins estatísticos e as informações individuais terão sua privacidade garantida. 

Dúvidas e questionamentos relacionados ao formulário de avaliação do PGD podem ser enviados para o endereço eletrônico ccpgd@ufes.br.

Sobre o PGD

De acordo com o Decreto nº 11.072/22, o Programa de Gestão e Desempenho (PGD) é um instrumento de gestão que disciplina o desenvolvimento e a mensuração das atividades realizadas pelos servidores públicos participantes, com foco na entrega por resultados e na qualidade dos serviços prestados à sociedade. Ou seja, o programa é uma ferramenta de gestão que muda a lógica do serviço público federal ao permitir a troca do controle de frequência pelo controle de resultados.  

Na Ufes, a adoção do PGD foi aprovada pelo Conselho Universitário (CUn) em dezembro de 2022. Em julho de 2023 o programa iniciou sua fase de teste. A entrada efetiva dos primeiros setores no PGD aconteceu em outubro de 2023 e envolveu os centros de Educação e de Ciências da Saúde, a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e a Superintendência de Tecnologia da Informação. Categorias relacionadas Institucional

Estudantes da Ufes levam ciência e diversão às crianças do Hospital Estadual Infantil nesta quinta, 8

qua, 07/10/2026 - 17:29
Estudantes da Ufes levam ciência e diversão às crianças do Hospital Estadual Infantil nesta quinta, 8 thereza.marinho Qua, 07/10/2026 - 17:29 Compartilhe

Estudantes de graduação de diversos cursos da Ufes realizam nesta quinta-feira, 8, a partir das 8 horas, uma ação de divulgação científica com atividades lúdicas e recreativas para as crianças internadas no Hospital Estadual Infantil, localizado no bairro Santa Lúcia, em Vitória. A ação é uma iniciativa do Laboratório de Popularização da Ciência (LabPop) e une ciência e brincadeiras. 

Por meio de jogos, experimentos adaptados e atividades interativas, os estudantes apresentam conceitos científicos de forma acessível e divertida, despertando a curiosidade das crianças e levando momentos de descontração ao ambiente hospitalar. A programação inclui jogos educativos, atividades de colorir, o estímulo de meninas à ciência e a difusão de conhecimentos sobre biodiversidade.

A professora do Departamento de Ciências Biológicas da Ufes e do Programa de Pós Graduação em Biologia Vegetal Viviana Cortes, coordenadora do LabPop, afirma que, além de contribuir para o bem-estar emocional das crianças em tratamento, a iniciativa tem o objetivo de aproximar a Universidade da comunidade e formar os estudantes para o compromisso social.

Foto: Acervo do LabPop

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Milhares de estudantes do ensino médio visitam a Ufes no primeiro dia da Semana do Conhecimento

ter, 06/10/2026 - 18:13
Milhares de estudantes do ensino médio visitam a Ufes no primeiro dia da Semana do Conhecimento thereza.marinho Ter, 06/10/2026 - 18:13 Compartilhe

A Semana do Conhecimento lotou o campus de Goiabeiras nesta terça-feira, 6, primeiro dia do evento que tem vasta programação para divulgar os saberes produzidos na Ufes, além de atividades formativas e culturais. Na abertura, realizada pela manhã na tenda central, localizada ao lado do Teatro Universitário, o reitor da Ufes, Eustáquio de Castro, e a vice-reitora, Sonia Lopes, deram as boas-vindas aos participantes e destacaram a importância do evento.

"Este é o momento em que a Ufes mostra o que faz para a sociedade. A expectativa é que tenhamos aqui 20 mil pessoas que vão percorrer nossos estandes e nossos centros", destacou o reitor. A vice-reitora também saudou os presentes, em especial os estudantes visitantes, "que chegam para conhecer nossos cursos, projetos, laboratórios e nossas ações". "A Semana do Conhecimento mostra, de forma concreta, o que é uma universidade pública, e essa universidade também é de vocês", disse. 

A programação vai até sexta-feira, dia 9. Um dos pontos altos da semana é a Mostra de Profissões, que traz milhares de estudantes do ensino médio de escolas públicas e privadas capixabas para conhecer os cursos de graduação oferecidos pela Universidade. Paralelamente, também está sendo realizada a Jornada Integrada de Extensão e Cultura com exposição das ações de extensão e atividades culturais realizadas em diálogo com a sociedade.  

Imagem A estudante Estela Carvalho (a segunda, da esquerda para a direita) ficou empolgada com o que viu no estande do LabPop

Segundo a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), 67 escolas de 25 municípios do Espírito Santo se cadastraram para a Mostra de Profissões, mas esse número é bem maior, pois o evento também recebe visitantes de instituições de ensino sem inscrição prévia. Além dos cursos oferecidos na Ufes, os estudantes também podem conhecer projetos de pesquisa e de extensão desenvolvidos na graduação e na pós-graduação da Universidade, com visitas guiadas a laboratórios e salas de aulas. 

Veja como foi o primeiro dia do evento no campus de Maruípe.

A estudante Estela Costa Carvalho, do 3º ano do ensino médio da Escola Estadual Sizenando Pechincha, localizada no bairro Barcelona, no município da Serra, estava entusiasmada com as novidades que viu no Laboratório de Popularização da Ciência (LabPop). “Adoro esse tipo de feira. Estou muito animada vendo esses animais, tendo contato com moluscos, insetos e outras espécies. Eu ainda não sei que curso quero fazer, então essa experiência é única para eu conhecer as profissões. Eu fico muito empolgada”, afirmou ela, que tem a meta de estudar na Ufes.

Ana Júlia de Sousa Lima, que cursa o 3º ano do ensino médio na Escola Estadual Ormanda Gonçalves, situada em Vila Velha, visitava o estande do Núcleo Universitário de Agroecologia e Reforma Agrária Popular (Nuara), um projeto de extensão da Ufes, e gostou do que viu. “Eu estou achando tudo muito interessante, vendo uns temas que eu nunca vi. Nesse estande, por exemplo, conheci o trabalho em defesa do povo sem terra, para proteger essas pessoas”, afirmou. Aos 17 anos e se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Ana Júlia vai disputar uma vaga para o curso de Psicologia.

Imagem A graduanda Mariana Rodrigues apresentou aos estudantes visitantes projetos voltados ao estudo dos peixes, especialmente tubarões e raias

No estande do Laboratório de Bioecologia Marinha (LabeMar), vinculado ao curso de Oceanografia, a graduanda Mariana Coelho Rodrigues apresentava aos estudantes do ensino médio os projetos voltados ao estudo dos peixes, especialmente tubarões e raias. “A gente faz o monitoramento de raias usando um drone na região da Curva da Jurema, na Ilha do Frade e na Ilha do Boi. Assim, quantificamos as espécies avistadas, os cardumes de raias que aparecem de forma sazonal em época de reprodução. Nosso trabalho é observar as ocorrências das diferentes espécies que existem no estado para uma boa gestão do meio ambiente, pois são animais que estão vulneráveis à ação humana”, explicou. 

A programação da Semana do Conhecimento continua nesta quarta-feira, 7, nos campi de Goiabeiras e Maruípe.

Conheça algumas das atrações desta quarta: 

  • Visitas guiadas aos laboratórios dos cursos e palestra sobre inteligência artificial (Centro Tecnológico);

  • Visitas ao ateliê de litogravura e tipografia (Centro de Artes); 

  • Mostras audiovisuais, artísticas e culturais, além da Ciranda da Licenciatura em Educação do Campo (Centro de Educação); 

  • Show de Química e Show de Física (Centro de Ciências Exatas); 

  • Dinâmicas práticas na quadra de esportes, salas de lutas, ginásticas e tiro com arco (Centro de Educação Física e Desportos); 

  • Concerto da Banda Jovem Música na Rede Centro (Centro de Ciências Humanas e Naturais); 

  • Oficina de Forró e apresentação dos DJs Fred e Luigi (Tenda Central);

  • Apresentação dos cursos e laboratórios (Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas e Centro de Ciências da Saúde, no campus de Maruípe).

A programação completa, com os horários de cada atividades, está disponível neste site.

Fotos: Ana Oggioni e Sueli de Freitas

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De farmacêutico a perito criminal, Mostra de Profissões no campus de Maruípe estimula estudantes a decidirem futuro profissional

ter, 06/10/2026 - 17:28
De farmacêutico a perito criminal, Mostra de Profissões no campus de Maruípe estimula estudantes a decidirem futuro profissional thereza.marinho Ter, 06/10/2026 - 17:28 Compartilhe

Mais de 900 estudantes de diversos municípios capixabas visitaram o Centro de Ciências da Saúde (CCS) nesta terça-feira, 6, no primeiro dia da Mostra de Profissões no campus de Maruípe. Evento mais procurado da Semana do Conhecimento, a Mostra apresenta os cursos de graduação da Ufes, incluindo as instalações físicas, projetos e programas desenvolvidos em cada área.

Aluna da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Presidente Getúlio Vargas, de Cachoeiro de Itapemirim, Maria Laura Cantagalo veio para a Mostra de Profissões já com uma graduação preferida. “O evento abriu mais as opções, mas quero fazer Farmácia”, disse ela, que recebeu uma série de informações sobre a área no estande do curso e, mais tarde, vai conhecer os laboratórios onde as atividades são desenvolvidas.  

Sua colega de sala, Luísa Gomes, também pretende se graduar na mesma área. “A Farmácia é a base de todos os cursos da saúde. Todas as graduações passam por ela”, afirmou a aluna, que está quase convencendo a amiga Emanuely Duarte, indecisa entre Farmácia e Fisioterapia. “É muito interessante uma universidade pública chamar as escolas para virem aqui”, disse Emanuely.

A visita ao Laboratório de Anatomia foi um dos destaques da manhã no campus. Gustavo Henrique Machado e Isabely Fazolo, estudantes da EEEFM Teófilo Paulino, de Domingos Martins, ficaram impressionados com a atividade. “Você consegue ver todos os detalhes”, disse Gustavo, futuro graduando em Educação Física: “É minha área, por causa dos esportes”. Já Isabely escolheu Fisioterapia, influenciada por uma amiga.

A poucos minutos da Ufes, a EEEFM Aflordízio Carvalho da Silva também levou seus estudantes para o campus. Ester Duarte, aluna do segundo ano do Ensino Médio, já se decidiu por Medicina. “Pediatria e Cirurgia são as áreas que eu mais quero”, disse ela.

Já Manuelly Gomes, fã de séries policiais, pretende enveredar pela carreira de perita criminal. “Sempre tive interesse nessas coisas de polícia. Acho que biologia ou bioquímica vão ser interessantes”, afirmou a estudante, que já teve uma amostra da futura profissão no Laboratório de Anatomia: “Nunca tive medo. Fomos lá ver e achei interessante”.

Programação

A Semana do Conhecimento acontece nos campi de Vitória até sexta-feira, dia 9. A Mostra de Profissões recebe os estudantes até amanhã, em Goiabeiras e em Maruípe, a partir das 8 horas.

A programação continua em Goiabeiras com a Jornada Integrada de Extensão e Cultura, apresentações de ações de extensão, oficinas, minicursos, visita guiada no Museu de Ciências da Vida (MCV) e shows, até sexta. O campus conta ainda com a palestra Por que falar sobre ciência aberta e reprodutível? Uma perspectiva pessoal e profissional, que será ministrada pela pesquisadora Eduarda Centeno, diretora da Rede Brasileira de Reprodutibilidade, no dia 8. 

A programação completa da Semana do Conhecimento está disponível no site do evento.

Fotos: Leandro Reis

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Universidade Aberta da Pessoa Idosa realiza a formatura da primeira Turma Introdutória de Alfabetização

ter, 06/10/2026 - 16:33
Universidade Aberta da Pessoa Idosa realiza a formatura da primeira Turma Introdutória de Alfabetização thereza.marinho Ter, 06/10/2026 - 16:33 Compartilhe

“Agora, vou ler para os meus netos e assinar o meu nome”. A fala, carregada de orgulho, é do motorista Ruberval Nascimento, de 70 anos. Ele foi um dos 26 estudantes da 1ª Turma Introdutória de Alfabetização do projeto de extensão Universidade Aberta da Pessoa Idosa (UnAPI), cuja formatura aconteceu na manhã desta terça-feira, 6, no Teatro Universitário, no campus de Goiabeiras. A solenidade foi parte das atividades em comemoração aos 30 anos da UnAPI.

A mesa de abertura foi composta pela vice-reitora, Sonia Lopes; pelas fundadoras do projeto, Graça da Cunha e Cenira de Oliveira; pelo pró-reitor de Extensão, Ednilson Felipe; pelo diretor do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE), Hélio Zanquetto; e pelo vice-chefe do Departamento de Serviço Social, Renato Almeida. O público foi formado por técnicos administrativos, facilitadores, autoridades acadêmicas, docentes, estudantes e familiares dos participantes da UnAPI. O secretário municipal do Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social de João Neiva, Necemauro Alves, e a subsecretária Rosemary Grippa, também prestigiaram o evento.

Em seu discurso, a vice-reitora relembrou que a UnAPI representa três décadas dedicadas à educação, à convivência, à participação social e à defesa dos direitos da pessoa idosa. Nas palavras dela, é uma trajetória que expressa, de maneira muito concreta, a função social da universidade pública. “O direito de aprender não tem idade. A Universidade precisa ser, cada vez mais, um espaço aberto às diferentes gerações, saberes e trajetórias de vida”, pontuou.

Um dos momentos mais emocionantes da solenidade foi a formatura e homenagem aos formandos, como o senhor Ruberval. Afastado dos bancos escolares desde a infância, ele viu na UnAPI a oportunidade de realizar o sonho de retomar os estudos, conquistando, assim, autonomia, autoestima, confiança e o exercício da cidadania.

“Me afastei da escola para trabalhar na roça, casei cedo e tive que manter a família. Com o passar do tempo, esqueci as coisas que tinha aprendido na 3ª série, mas sempre contei com o apoio da minha família para voltar a estudar”, disse.

Projeto itinerante

Apresentação do grupo de Dança Sênior

O projeto de alfabetização UnAPI Itinerante teve início em março deste ano, contando com o apoio do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de João Neiva, que fez o mapeamento das pessoas idosas em situação de analfabetismo, mobilizou-as e as encaminhou para as inscrições no curso. 

A celebração contou ainda com uma passagem simbólica da coordenação do projeto para a assistente social da Ufes Monique Cordeiro; apresentações de dança sênior; homenagens aos facilitadores Nina Rocha, Dilene Cruz e Ana Júlia Loyola; e apresentações de oficinas de Contos e Tradição Oral e de Crochê, entre momentos de interação.

A UnAPI

A UnAPI é um programa vinculado ao Departamento de Serviço Social da Ufes, que atende cerca de 200 pessoas por semestre. Coordenado pela professora Cenira de Oliveira e pela assistente social da Ufes Monique Cordeiro, o programa tem a finalidade de auxiliar no fortalecimento da cidadania dos idosos como sujeito de direitos, inseridos em um contexto político, econômico e sociocultural, por meio da educação continuada para pessoas a partir dos 60 anos. Nele, são oferecidas atividades que ajudam a desmistificar a velhice, muitas vezes vista de forma negativa, sendo tratada como doença ou problema, e não como resultado de um processo orgânico natural.

Com um sentimento de dever cumprido, Cenira de Oliveira relembrou que os dez primeiros anos foram os mais desafiadores, visto que, na visão dela, a extensão era desvalorizada. “A gente consegue ver, hoje, a curricularização da extensão, a pontuação e a premiação”, comemorou. Ela também destacou que a Unapi proporciona às pessoas idosas a oportunidade de driblar o destino que foi traçado para elas, retomando os estudos e combatendo o isolamento social. 

Fotos: Ana Oggioni

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Campus de Goiabeiras sedia a grande final da III Olimpíada Capixaba de Foguetes de Precisão nesta quarta, 7

ter, 06/10/2026 - 16:07
Campus de Goiabeiras sedia a grande final da III Olimpíada Capixaba de Foguetes de Precisão nesta quarta, 7 thereza.marinho Ter, 06/10/2026 - 16:07 Compartilhe

O campus de Goiabeiras recebe nesta quarta-feira, 7, a grande final da III Olimpíada Capixaba de Foguetes de Precisão (Ocafop). Das 8h30 às 17 horas, 150 escolas dos 78 municípios capixabas participarão do evento, que envolve educação científica voltada para estudantes da educação básica por meio de atividades de pesquisa, análise, construção e lançamento de foguetes de água e ar comprimido. 

A primeira etapa da Olimpíada foi realizada nas escolas, ao longo de 2026, para definir a equipe representante na grande final. Nas duas etapas, as equipes, compostas por estudantes, lançam foguetes de água e ar comprimido feitas com garrafas PET, com o objetivo de atingir um alvo posicionado a 60 metros de distância da base de lançamento. Vence a equipe que conseguir chegar mais próxima do alvo, considerando a média de dois lançamentos. 

Cada escola é incentivada a montar seu próprio kit, mas também recebeu um kit formado por foguetes e base de lançamento para desenvolver as atividades, cujo objetivo é promover a educação científica e tecnológica, estimular o interesse pela ciência e tecnologia e despertar o espírito científico dos estudantes. A Ocafop está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), integrando experimentação, resolução de problemas e trabalho colaborativo no ensino de Ciências e Matemática.

Engajamento

A primeira Ocafop teve início em 2024, com apenas cinco escolas. Na segunda edição, em 2025, saltou para 80 escolas e, em 2026, conta com 150 escolas inscritas, evidenciando o potencial de engajamento e impacto na educação científica nos estudantes da educação básica. O engajamento pode ser explicado pela forma como conceitos científicos são aplicados de forma prática e divertida no lançamento de foguetes movidos a água e ar comprimido. 

Para obter bons resultados em uma competição de lançamento de foguetes, como é o caso da Ocafop, os estudantes precisam adotar uma postura investigativa, semelhante à de cientistas e engenheiros. Isso significa realizar vários testes, observar os resultados, registrar e analisar dados e fazer melhorias no kit. Assim, por meio da experimentação e da análise dos resultados, a ciência ajuda a transformar tentativas em acertos cada vez mais próximos do alvo.

O professor do Departamento de Física da Ufes Giuseppi Camiletti, coordenador da Ocafop, destacou que “a Olimpíada é um evento de educação científica que promove o aprendizado de conceitos físicos e articula atividades investigativas, colaborativas e de cultura maker. A etapa da Ufes é a grande final de um processo que aconteceu nas escolas, ao longo de 2026, e que tem sido um sucesso ano após ano”. Clique aqui para saber mais sobre o projeto.

Na Olimpíada, as equipes vencedoras receberão troféus de primeiro, segundo e terceiro lugar, enquanto os estudantes serão premiados com medalhas divididos em três grupos: Grupo 1 - Alta Precisão: medalha de ouro; Grupo 2 - Boa precisão: medalha de prata; e Grupo 3 - Média precisão: medalha de bronze. Já os professores responsáveis receberão um certificado de menção honrosa, pela condução das atividades e participação na Ocafop.

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Shows, apresentações culturais e entretenimento prometem animar o público na Semana do Conhecimento

seg, 05/10/2026 - 17:46
Shows, apresentações culturais e entretenimento prometem animar o público na Semana do Conhecimento thereza.marinho Seg, 05/10/2026 - 17:46 Compartilhe

Além de conhecer os cursos ofertados pela Ufes, o público que visitar o campus de Goiabeiras durante a Semana do Conhecimento também vai poder se divertir com uma programação de show, apresentações culturais e atividades voltadas para o entretenimento dos visitantes. O evento começa nesta terça-feira, dia 6, e segue até sexta-feira, 9, com entrada gratuita e aberta ao público.

As atividades vão acontecer na Tenda Central, instalada no estacionamento do Teatro Universitário, e são promovidas pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex), pela Pró-Reitoria de Bem-Estar Comunitário (Probem) e pela Secretaria de Cultura (Secult) da Ufes.

Confira as atrações:

6 de outubro | terça-feira

• 8h às 16h: Recepção e apresentação de projetos de extensão e de áreas da Universidade
• 9h às 12h: Jogo Fato ou Fake (no estande da Probem)
• 12h: Apresentação do grupo Dança Sênior
• 14h: Apresentação do Projeto Música para Todos
• 14h30: Apresentação do Quinteto de Cordas da Ufes
• 15h: Apresentação do Coral da Ufes

Quinteto de cordas da Ufes

7 de outubro | quarta-feira

• 8h às 16h: Recepção e apresentação de projetos de extensão e de áreas da Universidade
• 10h: Apresentação do grupo As Jandiras Capixabas - Dança Sênior
• 11h30: Oficina de Forró com Jorge Feres
• 13h: Apresentação dos DJs Fred e Luigi
• 14h: Show de André Prando
• 15h30: Apresentação do grupo de cheerleading UfesCheer

Integração com a sociedade

A Semana do Conhecimento é realizada pela Universidade anualmente e tem a proposta de apresentar à sociedade capixaba seus cursos de graduação e projetos de pesquisa e extensão, além de oferecer atividades culturais e formativas.  

A programação é bastante diversificada (clique aqui e conheça). Uma das atrações mais procuradas, a Mostra de Profissões recebe, todos os anos, milhares de estudantes de diversos municípios do Espírito Santo, que passam o dia conhecendo os cursos e a estrutura dos campi da Ufes. Já a Jornada Integrada de Extensão e Cultura se desdobra entre apresentações de ações de extensão, oficinas, minicursos, visita guiada no Museu de Ciências da Vida (MCV) e shows. Também faz parte do evento a Jornada de Iniciação Científica e Tecnológica, na qual a Ufes apresenta seus projetos de pesquisa e inovação. Neste ano, a Jornada será realizada em novembro.

A Semana do Conhecimento acontece nos quatro campi da Universidade. O campus de São Mateus abriu a programação em 2026 e recebeu o evento nos dias 23 e 24 de setembro, registrando recorde de público.

No campus de Goiabeiras, a Semana vai de 6 a 9 de outubro, enquanto Maruípe recebe os visitantes nos dias 6 e 7.

Já no campus de Alegre a Semana do Conhecimento será realizada entre 20 e 23 de outubro.

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Com entrada gratuita, Cine Metrópolis exibe documentário sobre cotidiano de crianças indígenas nesta terça-feira, 6

seg, 05/10/2026 - 15:31
Com entrada gratuita, Cine Metrópolis exibe documentário sobre cotidiano de crianças indígenas nesta terça-feira, 6 thereza.marinho Seg, 05/10/2026 - 15:31 Compartilhe

O projeto de extensão Cineclube Aldeia promove, nesta terça-feira, 6, às 18h30, a exibição do documentário Do Colo da Terra, de David Vêluz e Renata Meirelles, no Cine Metrópolis. A entrada é gratuita. Após a sessão, haverá um debate com os pesquisadores Diego Baniwa e Isabel Biondo Sá.

Lançado em 2025, o longa-metragem acompanha o cotidiano de crianças dos povos Guarani Kaiowá, Guarani Nhandeva, Baniwa e Kĩsêdjê, apresentando diferentes formas de vivenciar a infância e as relações estabelecidas com o território, a comunidade, a espiritualidade e a natureza. Por meio de brincadeiras, cantos, rituais e atividades cotidianas, o filme convida o público a conhecer modos de vida e saberes indígenas a partir das experiências das próprias comunidades.

Mais do que retratar diferentes experiências infantis, a obra propõe uma reflexão sobre o lugar das crianças na vida comunitária. O filme mostra como brincar, aprender, conviver, participar de rituais e se relacionar com a natureza fazem parte de um processo integrado de formação e transmissão de saberes para os povos retratados.

Com 75 minutos de duração, Do Colo da Terra é uma produção do Território do Brincar e da Ludus Vídeos e Cultura, com apresentação do Instituto Alana. O documentário dá continuidade ao trabalho desenvolvido por Renata Meirelles e David Vêluz na pesquisa e produção audiovisual sobre as culturas da infância.

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Ufes inicia pesquisa com estudantes para realizar diagnóstico dos cursos de graduação

sex, 02/10/2026 - 16:35
Ufes inicia pesquisa com estudantes para realizar diagnóstico dos cursos de graduação thereza.marinho Sex, 02/10/2026 - 16:35 Compartilhe

A Comissão Própria de Avaliação (CPA) da Ufes iniciou a pesquisa de Autoavaliação dos Cursos de Graduação 2026. Dirigida a todos os estudantes dos cursos de graduação, ofertados na modalidade presencial ou a distância, a pesquisa tem por objetivo identificar a percepção dos estudantes sobre o curso que desenvolve na Ufes.

Os estudantes podem responder ao questionário por meio de um link enviado por e-mail até o dia 13 de novembro. Composta por questões de múltipla escolha e uma questão aberta para comentários ou sugestões, a pesquisa garante o anonimato e a confidencialidade dos participantes. O tempo de resposta varia de cinco a no máximo dez minutos.

Além de atender às exigências legais do Ministério da Educação, essa pesquisa busca conhecer a percepção real dos estudantes sobre as dimensões didático-pedagógicas, o corpo docente e a infraestrutura do curso em que estão matriculados. “O objetivo é contribuir para que a gestão e os coordenadores dos cursos de graduação planejem ações voltadas à melhoria contínua da qualidade do ensino”, explica a secretária de Avaliação Institucional da Ufes, Leila Massaroni.

As pesquisas de autoavaliação são realizadas na Ufes desde 2008 e fazem parte do Plano de Autoavaliação Institucional (PAI), que é aprovado pelos conselhos superiores da instituição. A cada ano a enquete é dirigida a um público diferente. Em 2025, por exemplo, a pesquisa foi dirigida aos gestores. Este ano, o foco são os estudantes. Já em 2027 a pesquisa envolverá toda comunidade acadêmica.

Clique aqui para conhecer os relatórios de pesquisas anteriores.

A previsão é que o resultado da Pesquisa de Autoavaliação dos Cursos de Graduação 2026 seja publicado em março de 2027, encaminhado ao MEC e também aos diretores de centro e coordenadores de curso, para que seja analisado e discutido com as comunidades dos centros de ensino. Os dados deverão subsidiar propostas de melhoria dos cursos de graduação. 

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Em reunião na Ufes, instituições discutem ações integradas de enfrentamento à violência e à discriminação contra a mulher

sex, 02/10/2026 - 15:34
Em reunião na Ufes, instituições discutem ações integradas de enfrentamento à violência e à discriminação contra a mulher thereza.marinho Sex, 02/10/2026 - 15:34 Compartilhe

Banco Vermelho, agenda de enfrentamento à violência sexual e de gênero, cartilha de prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação: essas são algumas ações implementadas pela Ufes ao longo do ano, seguindo um protocolo de intenções em parceria com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e outras entidades. Dando prosseguimento a essas iniciativas, nesta sexta-feira, 2, a vice-reitora da Ufes, Sonia Lopes, a reitora do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), Adriana Barcellos, e a representante do Ministério das Mulheres e articuladora territorial de políticas para as mulheres no Espírito Santo, Ana Petronetto, se reuniram para estudar propostas de ações interinstitucionais.

Durante o encontro, realizado no gabinete da Reitoria, no campus de Goiabeiras, foram discutidas a possibilidade de aproximação das instituições federais com os municípios, viabilizando a criação de conselhos paritários que incentivem a participação popular; a criação de disciplinas para a discussão de questões ligadas ao gênero; a formação transversal de docentes; e a promoção de debates sobre permanência, entre outros temas.

Ao longo da reunião, a vice-reitora da Ufes destacou a importância da união das instituições e a "bagagem enorme" que cada uma tem para contribuir para mudar a realidade, que é tão difícil para muitas mulheres.

Ações

Ana Petroneto, Sonia Lopes e Adriana Barcellos discutem ações conjuntas para o enfrentamento da violência contra a mulher

A conversa também serviu para que as gestoras apresentassem ações que as instituições vêm desenvolvendo. Adriana Barcellos, primeira mulher a ocupar a reitoria do Ifes, também foi a única a se candidatar ao cargo. Para possibilitar que outras servidoras cheguem ao posto, a instituição está planejando uma formação específica para futuras lideranças femininas. Ela destacou que sua eleição teve um significado importante para o entendimento de que uma mulher pode ocupar esse lugar de gestão, de ensino, pesquisa, extensão e inovação.

Outras ações implementadas pelo Ifes são a criação de Núcleos de Sexualidade e Gênero, onde são realizados estudos, formações, debates e proposições de diretrizes para questões de gênero, e de um Protocolo de Atendimento às Vítimas de Assédio. 

Durante o encontro, a articuladora territorial de políticas para as mulheres no Espírito Santo, Ana Petronetto, afirmou que instituições de ensino são essenciais no enfrentamento às violências contra as mulheres, por serem espaços privilegiados de mudança de cultura. Ela também ressaltou a necessidade de construir uma sociedade que respeite os direitos da mulher e que promova a igualdade de gênero e a equidade.


Imagem: Freepik
Foto: Tatiana Moura

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